Com pandemia, cresceu turismo doméstico e com veículo próprio
Balanço da temporada de verão em Santa Catarina revela mudança no perfil e no comportamento do turista
Balanço da temporada de verão em Santa Catarina revela mudança no perfil e no comportamento do turista
Uma pesquisa estadual realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio/SC) mapeou o perfil e o comportamento do turista na temporada de verão 2021 no litoral catarinense e descobriu mudanças importantes em relação aos últimos anos.
Cresceu o turismo
de casais - em detrimento de famílias -, o de brasileiros e de catarinenses -
em detrimento de estrangeiros -, e o uso de carro próprio - em detrimento de ônibus
e avião.
O estudo mostra que a participação de estrangeiros em relação ao total de turistas no litoral de Santa Catarina caiu de 17,8% (2020) para 2,1% (2021). A queda atingiu principalmente os públicos argentino (17,8% do total para 0,2%) e uruguaio (1,6% para 0,1%).
Por outro lado, cresceu o
público brasileiro (de 82,2% do total para 97,9%). Houve avanço entre gaúchos
(24,6% para 37,6%), catarinenses (18,4% para 23,2%) e paranaenses (17% para
19,6%). Caiu a participação de paulistas (13,7% para 9,7%).
Entre aqueles que vieram ao litoral durante o verão, 77,1%
usaram veículo próprio - contra 63,9% do verão passado. O avanço do uso deste
tipo de transporte resultou na queda de participação de turistas que chegaram
ao Estado de avião (11,5% em 2020 para 8,6% em 2021) ou via ônibus e similares
(18,3% para 9%).
Outro efeito da pandemia no turismo foi a queda do uso de
imóveis alugados. A participação deste tipo de hospedagem encolheu de 33,4%
para 25,1% do ano passado para cá. Por outro lado, subiu a participação de
hotéis e pousadas (32% para 35,9%) e casa de parentes e amigos (16% para
23,1%).
Em relação ao perfil dos turistas, a pesquisa da
Fecomércio/SC registrou a menor participação de idosos acima de 60 anos. No
verão passado, esse público representava 8,2% do total. Agora, esse percentual
foi de 4,9%. Além disso, caiu a fatia de famílias (59,9% para 55,4%) e de
grupos de amigos (12,9% para 11,6%) para fazer crescer a fatia de casais (17,8%
para 23,6%) e pessoas sozinhas (7,1% para 8,1%).
O estudo apontou ainda a avaliação dos empresários do setor de comércio e serviços sobre o movimento de clientes no verão. Devido ao período de incertezas, a avaliação da temporada como 'boa' ou 'muito boa' foi a pior em oito anos, com 30,3% das respostas, contra 50% do ano passado e 38,8% de 2019.
A avaliação ruim (33,2%) e muito ruim (18,1%) foi a maior desde 2013.
Além disso, os empresários apontaram um valor do ticket médio por setor na
temporada de verão 2021 de R$ 273,30, pouco maior do que em 2020.
Os efeitos da temporada negativa resultaram em queda na
contratação de funcionários para o período, tanto no comércio e serviços quanto
no setor de hospedagem. Caiu o percentual de quem contratou temporários e, quem
o fez, chamou menos trabalhadores do que em outras oportunidades.
Em relação à hospedagem, o número médio de dias de permanência em hotéis e pousadas caiu de 4,8 (2020) para 4 dias (2021). A taxa de ocupação de leitos, por consequência, também encolheu: passou de 79,2% para 52,6%.
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